O deputado estadual Issur Koch (PP) mobilizou a Comissão do Mercosul e Assuntos Internacionais da Assembleia Legislativa nesta quinta-feira (09.05) na tentativa de que o governo Federal reconsidere a decisão de dispensar a oferta de ajuda do Uruguai para auxiliar no resgate das vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul, bem como da Argentina, conforme nota oficial do governo. Com o aval dos demais parlamentares da Comissão, foi enviado ofício ao Ministério das Relações Exteriores com o pedido de reconsideração da posição brasileira em relação aos apoios oferecidos pelos países vizinhos.
Issur destacou que a oferta das autoridades uruguaias incluía duas lanchas motorizadas com suas tripulações, dois drones com operadores uruguaios para busca de pessoas isoladas e um avião de transporte Lockheed KC-130 H Hercules, que poderia transportar as lanchas para as regiões afetadas e também ajudar no transporte de doações humanitárias arrecadadas no Uruguai. “Apesar de o governo uruguaio ter autorizado o empréstimo, o governo brasileiro recusou a oferta em sua totalidade sob a justificativa de que os equipamentos não eram necessários naquele momento, alegando restrições de pistas disponíveis para pouso em Porto Alegre”, lembrou o deputado.
Militar da Aeronáutica por seis anos, Issur afirmou que a aeronave ofertada pelos uruguaios tem condições técnicas de ser recebida em outros aeroportos regionais gaúchos, auxiliando neste esforço humanitário de salvar vidas e mitigar os prejuízos de milhares de gaúchos que perderam tudo na maior tragédia natural na história do Rio Grande do Sul.
AJUDA ARGENTINA
Para Issur, o governo brasileiro precisa, igualmente, aceitar a oferta do Ministério das Relações Exteriores da Argentina, que disponibilizou uma brigada de 20 militares e cães de sua Polícia Federal, especialistas em logística da equipe de assistência humanitária do Estado, um avião para transporte de pessoas ou cargas, três helicópteros para retirada de pessoas de áreas afetadas, uma equipe móvel de saúde, mergulhadores táticos da Marinha local, engenheiros de barco e pastilhas para purificar água.
“Não é hora de recursarmos ajuda de quem quer que seja. No momento em que os gaúchos choram a morte de mais de cem irmãos e centenas de desaparecidos, com prejuízos incalculáveis a cidadãos, empresas e à infraestrutura do Estado, entendemos que todo apoio é fundamental para a reconstrução de nossas cidades e a volta à normalidade”, definiu.